#12mesesdePoe – O Demônio da Perversidade

Olá!
Como vocês estão?

O Demônio da Perversidade

Este post faz parte do Desafio de leitura #12mesesdePoe. O conto da vez é o O Demônio da Perversidade.

Li o conto em um PDF de quatro páginas, e nas quase três primeiras páginas o nosso narrador-personagem fundamenta e explica a frenologia, que é a teoria que diz que a personalidade da pessoa é definida por “órgãos cerebrais”.

O narrador diz, por exemplo, que como é da vontade de Deus que o homem continue a espécie, ele possui um órgão da amatividade, o que justifica a função da existência de tal órgão, ou seja: tudo têm uma função na existência dos homens. Tendo definido isso, o narrador passa a questionar a perversidade. Qual a utilidade de tal sentimento quando levamos em conta a nossa sobrevivência? O que o faz tão irresistível?

O narrador, que não possui um nome, deixa bem claro que sabe que a perversidade surge sem motivo aparente, e que, quando a sentimos, sabemos que aquilo não é algo correto, mas ainda assim a mera ideia de cometer um ato perverso faz com que ele fique cada vez mais atraente.

Seguindo essa lógica, a perversidade seria praticamente inevitável, logo, quem a sente acaba sucubindo aos desejos perversos que se tornam cada vez mais fortes. O narrador utiliza um precípicio como metáfora, o que funciona muito no texto em questão.

E porque nossa razão nos desvia violentamente da borda do precipício, por isso mesmo mais impetuosamente nos aproximamos dela. Não há na natureza paixão mais diabolicamente impaciente como a daquele que, tremendo à beira dum precipício, pensa dessa forma em nele se lançar.

Essas quase três primeiras páginas acabam em uma conclusão: a perversidade nasce nas pessoas porque ela vem de um demônio. Logo, pessoas que cometem atos perversos são inocentes, vítimas desse demônio, certo? É isso que o nosso narrador quer que você pense.

Dessa forma, facilmente percebereis que sou uma das incontáveis vítimas do Demônio da Perversidade.

Depois de chegar à essa conclusão, o narrador diz que se demorou em tal assunto para explicar porque está ali, com grilhões e em uma cela de condenado. O que vem a seguir é  ele nos contando o que o suposto demônio da perversidade fez ele fazer, algo muito parecido com o que a monomania costuma acarretar na maioria dos personagens do Poe, ou seja: um crime.

O final é ótimo e pode parecer aberto, embora não seja: vale lembrar que em 1800 a pena de morte era permitida na maioria dos países.

A Anna, que criou o #12mesesdePoe, fez uma análise bem legal deste conto, levando pro lado mais psicológico. Vale a pena dar uma lida

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