A Dança da Morte – Um quase Diário de Leitura [5] + Resenha.

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Oi, gente!

Este é o último Diário, e não será bem um diário. Explico: terminei a leitura do livro. Pois é! Finalmente, depois de ter que fazer tantas pausas, eu consegui terminar – santo feriado de pásoa!  O fato de eu ter terminado o livro, por si só, não seria impeditivo algum para prosseguir com o Diário, o ponto é que os últimos acontecimentos foram rápidos e intensos, e qualquer coisa que eu dissesse seria um spoiler. Portanto, o último diário será uma resenha basicamente com a minha opinião, já que nos posts anteriores eu já havia comentado sobre o que é a história.

Caso você queira ler os posts anteriores, basta clicar nos links abaixo:

A Dança da Morte – Introdução ao Diário de Leitura.

A Dança da Morte – Diário de Leitura [1]

A Dança da Morte – Diário de Leitura [2]

A Dança da Morte – Diário de Leitura [3]

A Dança da Morte – Diário de Leitura [4]

A Dança da Morte – Diário de Leitura [5]

O que eu achei do livro:

O livro tem 944 páginas, que são divididas em três “livros”: Capitão viajante, Na Fronteira e O Confronto, sendo o primeiro uma parte introdutória, que é a mais lenta, o segundo o desenvolver da história, sendo a maior parte dos acontecimentos presentes, e o terceiro, o desfecho.

Quem já está acostumado a ler livros do King sabe que ele não se contenta em nos fazer saber da existência de uma personagem: ele costuma fazer com que conheçamos o passado da personagem, sua personalidade, seus medos, etc; e é por isso que o início da história é um pouco lento, já que são diversas personagens que ainda não se conhecem. Eu não ligo muito pra isso, já que costumo gostar desse processo de conhecer personagens novas, mas, para algumas pessoas, a demora para que aconteçam grandes coisas pode ser um ponto negativo.

Algo que gosto de observar é a evolução das personagens. A maioria teve uma evolução notável, salvo algumas exceções – que são poucas, sendo Frannie uma delas, já que ela parece conseguir manter-se no mínimo equilibrada desde o começo do livro.

Peguei uma birrinha do Homem da Lata de Lixo, começando pela tradução do nome, mesmo isso não sendo culpa dele hahahah Sério, sei que já falei mil vezes sobre a tradução deste livro, mas poxa! Que péssimo! O nome de um personagem é algo importantíssimo, não dá pra deixar algo tão mediano.  Além disso, as partes com ele me deixavam com preguiça, mas, ao final, ele tem um papel indispensável na história. Ainda bem!

Falando ainda da tradução, só pra não deixar de ser chata, deixarei aqui mais um trecho.

“— De fato — disse ela. — Olhe bem para mim e verá que estou sendo sincera paca.” PACA?? SÉRIO MESMO?? A frase em inglês é ““Really,” she said. “Look at it straight ahead and you’ll see I’m being dead honest.” Um simples “realmente sincera” não faria o trabalho de forma eficiente? Hahahaha

O vilão do livro aparece em outras obras do King, e é a primeira vez que tive um contato tão próximo com ele. Certamente, quando eu for reler A Torre Negra terei uma visão mais ampla do Homem de Preto (Randall Flagg).

O que mais me fascinou neste livro foi como foi possível analisar o processo de formação de uma sociedade. Até que ponto seria possível vivermos sem alguém com autoridade? É claro que não gostamos de ninguém ordenando nada, mas, na prática, seria de fato algo tão libertador? Imagine o cenário: você está em um mundo sem energia elétrica e com todas as armas e veículos do mundo disponíveis para qualquer um. Quem faz algo errado, como matar alguém, por exemplo, é punido de que forma? Se não há autoridades e estão todos no mesmo nível de poder, como você protegeria sua família? A partir do momento em que se forma uma sociedade, é desgastante ficar cada um por si e na defensiva o tempo inteiro. É incrível e, sinceramente, eu nunca havia parado pra pensar nisso. Vocês já?

Algo que me incomodou um pouco foi a falta de personagens femininas marcantes. Frannie é a que mais tem destaque, fora ela há algumas que não são vitais para a história, com exceção de mãe Abagail. Mas, bem, já que é pra iniciar uma sociedade do zero, que tal iniciar sem desigualdade de gênero? É visível que a maioria das pessoas que receberam cargos e certa autoridade são homens, e, mesmo me incomodando, isso acaba deixando a história mais realista, basta dar uma olhada no cenário político da maioria dos países.

Se eu pudesse dar uma nota ao livro, sem dúvidas seria dez! É excelente, com um final singular e que provoca diversas reflexões.  Super recomendo a leitura, é uma obra-prima.

ps: além de ter observado várias coisas durante a leitura, uma delas foi que eu não consigo fazer Diários de Leitura! Sério! Hahahah Como falar do livro sem ser resenha, dar detalhes sem dar spoilers, etc? Parabéns pra Juliana Fiorese, que consegue fazer isso numa boa! hhahahha

 

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4 comentários em “A Dança da Morte – Um quase Diário de Leitura [5] + Resenha.

    1. De horror e terror sim, não necessariamente de morte em si hahahaha Eu também leio outras coisas, é que essa leitura tomou um tempão! No momento to lendo Harry Potter, por exemplo! Quais seus livros favoritos?
      Beijos!

      Curtir

  1. Eu estava gostando dos seus diários! Não me importo com spoillers hahahhahahah
    Inclusive estava ansiosa por saber o final do livro com as suas observações, mas aí assim já é demais para os leitores que não gostam de saber o final das histórias. Beleza. Lerei o livro. kkkkkk

    Curtido por 1 pessoa

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