A Dança da Morte – Diário de Leitura [3]

Olá 😀

No último post do Diário, falei pra vocês que os personagens estavam sendo apresentados e como a gripe estava tomando conta de tudo. Isso se dá praticamente ao longo do livro um inteiro.

Minha última leitura foi até a página 380, eu cheguei no livro dois e até o momento já estou familiarizada com a maioria dos personagens e o jeito deles. Fora os personagens que citei anteriormente, apareceram mais alguns:

Tom, um homem adulto, foi encontrado por Nick e estão viajando juntos. Tom tem um leve retardo mental, e há algo que complica um pouco o relacionamento dele com Nick: Tom não sabe ler, e a escrita é a principal forma de comunicação que Nick costuma utilizar, já que ele é surdo-mudo. Mesmo assim, eles desenvolvem uma amizade e Nick se esforça para falar com Tom através de mímicas. É visível que o relacionamento é quase de pai e filho, sendo Nick o pai.

Larry havia encontrado Rita, uma mulher mais velha com quem ele passa a ter um pseudo-relacionamento. Rita morreu, mas não por causa da gripe, ela tomou muitos remédios juntos, segundo Larry foi um misto de acidente com suicídio.

Nadine e Joe: acabaram de aparecer. Estavam seguindo Larry pela estrada. Joe, uma criança entre 10 à 13 anos, aparentemente também não fala, embora não seja de todo mudo, e Nadine o encontrou e passou a cuidar dele. Joe é uma criança extremamente agressiva.

Frannie tem viajado junto com Harold, o único sobrevivente de sua cidade. Harold, irmão de uma das amigas já mortas de Frannie, é um adolescente que era visto por todos da cidade como alguém desagradável. Ao longo do tempo, Harold demonstra ser alguém extremamente gentil e cuidadoso para com Frannie. Eles têm viajado e acabaram encontrando Stu, que conseguiu fugir do hospital.

Loyd, que estava preso aguardando um parecer sobre sua possível condenação à pena de morte, foi esquecido na cadeia. Esquecido não é exatamente a palavra certa, já que todos morreram e ele ficou trancado dentro da cela. Dias se passaram, e Loyd apelou para alimentar-se de ratos e até mesmo de um pedacinho da perna de outro preso – orgulhinho do titio Hannibal. O desespero tomou conta, já que ele sabe que não há uma alma viva que disponha de meios de libertá-lo. E ai, quem poderá ajudá-lo? Errou quem pensou no Chapolin Colorado, acertou quem pensou no Randal Flagg. Está muito claro que nada de bom pode sair dessa possível “parceria”.

O livro dois teve início na página 337 e, pelo visto, vai ser a parte em que os personagens começam a se reunir. Um fato que tem me deixado curiosa é que todos os personagens têm tido pesadelos com um homem de preto e também com um milharal. Obviamente o homem de preto já sabemos quem é, mas quero muito saber o porquê dos pesadelos e por que um milharal.

Antes de Stu encontrar Frannie e Harold, ele encontra um homem pintando quadros na estrada. Este homem o convida para comer com ele, e achei legal que esse homem está totalmente tranquilo e em paz com a atual situação de tudo! Ele menciona inclusive que agora finalmente tem tempo para dedicar-se totalmente às suas pinturas, e reflete muito sobre a sociedade. Ele adotou um cachorro, de nome Kojak, que vive essa vida pacata com ele. Fora esse homem e Stu, que como acabou de fugir do hospital sente-se grato pelo fato de estar vivo, é interessante observar como as pessoas automaticamente adotam uma postura de autodefesa. Até mesmo o mais covarde dos seres se torna uma pessoa corajosa e agressiva quando a sua sobrevivência está em jogo, isto é, falando dos que não sucumbem à loucura ou ao suicídio. Depois de tanto tempo sozinho e dias sem ver um ser humano, é natural reagir com medo ao encontrar um. É uma situação extremamente delicada, já que existem pouquíssimas pessoas vivas e as chances de uma matar a outra são enormes, mas, ao mesmo tempo, o ser humano dificilmente suporta a solidão total: costumamos gostar a valorizar a solidão por estarmos o tempo inteiro rodeados de pessoas, e, assim, acabamos buscando um tempo e espaço só nosso, mas isso é algo sempre temporário! Quando a solidão completa deixa de ser uma opção, é totalmente diferente. A meu ver, as chances de um personagem que está completamente sozinho por muito tempo se tornar um ser com modos primitivos são muito grandes, afinal, quando não há ninguém para ver, por que motivo se importariam em comer educadamente, tomar banho, ter boas maneiras ou qualquer outra coisa do tipo? Há também um fator importante: há pouquíssimas pessoas vivas e todas as armas e veículos do mundo inteiro disponíveis, basta invadir as lojas e pegar o que quiser.

Vamos ver o que vai rolar, tenho gostado bastante da leitura e tem rendido algumas reflexões acerca do comportamento das personagens.

Por enquanto é isso, caso queiram que eu comente algo específico é só sugerir! Até a próxima!

 

 

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6 comentários em “A Dança da Morte – Diário de Leitura [3]

  1. Báh, são as mesmas reflexões que tenho a cerca de TWD. Toda vez que imagino um apocalipse Zumbi, o que mais temo é o fato de encontrar pessoas sozinhas a muito tempo e não saber o que esperar das atitudes (delas e de si próprio). Isso, se por ventura eu durar mais de um mês num apocalipse Zumbi, junto com a Judite e o Toffe que não parariam de latir pra nenhum ser vivo ou morto. Se estiverem andando de skate ou de bike, então… eles enlouquecem. Sim, pq meu filhos vão comigo aonde eu for. 😛

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    1. Mas sabe que eu acho que pra chegar a nível de um apocalipse zumbi, as pessoas tem que praticamente implorarem por isso, pq zumbis andam tão devagar… Apesar que não sei como eles são em TWD hauaha e sim, os seus filhotes te prejudicariam um pouco nisso

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    1. Oi, Ricardo! Eu gosto muito do Nick também, mas na parte do livro que estou lendo agora o Tom não tem uma participação muito ativa, mas também gosto dele. Na verdade gosto de muitos, tem sido uma leitura muito interessante.

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