O Cemitério, de Stephen King – Desafio Halloween Literário 2015. 🎃👻

Olá 😀

Bem, a quinta leitura do Desafio Halloween Literário 2015 tem como tema “O Horror no Cinema”, e optei por ler O Cemitério.

Stephen King

Tradução: Mário Molina

Suspense e Ficção

ISBN: 9788581050393

Lançamento: 01/05/2013

Formato: 16 x 23

Peso: 654 gramas

424 páginas

Embora eu nunca tenha assistido a este filme, eu precisava ler O Cemitério com urgência, afinal, além do livro ser considerado um dos melhores do King, a razão pela qual eu não havia lido até agora é bem boba. Explico: na biografia de King, chamada Coração Assombrado, li que a esposa de King, Tabitha, detesta o livro. O motivo é compreensível, ao menos para mim: a história era muita parecida com a realidade do casal na época, pois eles moravam com os filhos pequenos próximos a uma estrada perigosa, e próximo a casa havia de fato um cemitério de animais.

Depois de ler isso, fiquei com um certo bloqueio quanto ao livro. Bloqueio não seria a palavra correta, fiquei com medo mesmo, pois eu sabia que havia uma criança na história e sou um pouco sensível com histórias tristes envolvendo crianças.

Dito isso, vi no Desafio a oportunidade perfeita para, finalmente, ler o livro!

A História:

O livro é contado do ponto de vista de Louis, médico que acaba de se mudar com sua família para uma cidade de interior. Louis é casado com Rachel e eles têm dois filhos, Gage e Ellie, e um gato chamado Church. Assim que se mudam acabam por fazer amizade com Jud, um senhor de oitenta e três anos que mora do outro lado da estrada junto com sua esposa, Norma. Conforme as famílias vão se tornando próximas, Jud conta a Louis sobre um cemitério de animais que existe nas redondezas, e acrescenta inclusive que todas as crianças do bairro costumam enterrar seus animais ali e fazer a “manutenção” do local, como uma espécie de lazer saudável. Outro fato que sela a amizade de Louis e Jud é que um dia, Louis salva Norma de um infarto.

A família de Louis vai se adaptando à nova vizinhança e à nova rotina, até que um dia, enquanto Rachel estava viajando com as crianças e está somente Louis em casa, Church vai atravessar a estrada e é atropelado por um caminhão. Louis fica se sentindo desesperado, pois os filhos têm um apego gigantesco pelo animal de estimação, então Jud propõem que enterrem Church no cemitério. Louis e Jud se dirigem ao cemitério, e é ai que Louis é surpreendido pelo amigo: o cemitério em que Church será enterrado não é o cemitério comum que as crianças utilizam, é um cemitério indigena que fica muito depois do cemitério de animais. Louis aceita e fica pensando em como vai contar à Ellie, mas por recomendação de Jud, deixa para não contar de imediato.

No dia seguinte, a primeira surpresa acontece: Louis acorda e se depara com Church vivo. Diferente do que costumava ser, mas vivo.

“O gato parecia oscilar lentamente de um lado para o outro. Como se estivesse bêbado. Louis o fitava, repugnado, um grito contido pelos dentes cerrados. Church nunca tivera aquela aparência, nem antes nem depois de ser castrado; nunca balançara, como uma cobra tentando hipnotizar sua presa. Pela primeira vez, assaltou-lhe a ideia de que aquele seria um gato diferente, um gato que apenas se parecia com Church, um gato que entrara por acaso em sua garagem quando ele estava fazendo aquelas prateleiras… O verdadeiro Church continuava enterrado sob um monte de pedras no penhasco do bosque.”

Obviamente, se dirige a Jud em busca de uma explicação. Jud conta que o cemitério possui supostos poderes mágicos, dos quais ele mesmo já utilizou para “ressuscitar” seu antigo cachorro, e justifica o fato de ter levado Louis com Church para este cemitério como uma forma de agradecer Louis por ter salvo Norma anteriormente.

Quando Rachel e os filhos voltam, nem sequer cogitam a possibilidade do que ocorrera com o gato, mas notam uma certa diferença. Com o passar dos dias, este fato é esquecido por Louis, até que um dia a história se repete, só que desta vez com seu filho, Gage. E é ai que o questionamento principal é levantado: o cemitério mágico poderia ser utilizado com um corpo humano?

Minha opinião:

Eu gostei muito do livro, muito mesmo. A história é excelente, a trama tem um ritmo acelerado desde o início, um acontecimento causa o outro e é impossível parar de ler. Meu lado emocional sofreu muito com esta leitura, confesso, afinal de contas eu amo crianças, e a forma com que o King descreve as duas presentes no livro é encantadora: Gage possui um vocabulário que não alcança nem mesmo uma dezena de palavras, e ainda assim é apaixonante; e Ellie é uma criança na fase questionadora e cem por cento sincera. Como pode um escritor ser tão maravilhoso que consegue nos fazer amar um personagem que nem mesmo fala? Ponto para o King! 😉

Outro fato que sempre me impressiona é a maneira que King tece as amizades em seus livros. A amizade entre Jud e Louis é algo próximo a uma relação entre pai e filho, por isso, quando as duas famílias se tornam amigas, parecem, na realidade, uma grande família.

Quando eu gosto muito de um livro fico tão empolgada ao falar sobre que a qualquer momento pode sair um spoiler indesejado, então, é melhor parar por aqui. Em suma, me apaixonei por todos os personagens deste livro, e obviamente isso contribuiu para a trama dilacerar meu coração. Finalmente rompi esse “medo” de ler esta obra, e estava pensando: se quando lemos, é natural nos colocarmos no lugar dos personagens, então, como seria essa leitura para uma pessoa com filhos pequenos? Ainda bem que li agora hahahhaa

Sem dúvidas indico a leitura, a menos que você não seja fã do gênero ou seja sensível a detalhes mórbidos. King, como sempre, consegue mexer com as emoções de seus leitores, e concordo que é um dos melhores livros do mestre! Uma dica para quem for ler: leia antes um conto chamado A Mão do Macaco, de William Wymark Jacobs. Há uma ou duas breves referências a esse conto, e como é curtinho, vale a pena a leitura prévia.

Como essa leitura realmente me comoveu até demais, não tenho sentido muita vontade de assistir ao filme, portanto, não posso dizer se foi bem adaptado ou não. Pra quem quiser, aqui está o trailer:

Como puderam ver, o Stephen King é o padre do filme hahahhah amo as participações que ele faz nos filmes

E vocês, já leram ou assistiram? Compartilhem as suas opiniões nos comentários!

Ah, apenas um adendo quanto às duas leituras que faltam para eu concluir o Desafio: este é o último post sobre o Desafio que postarei neste mês. Óbvio que eu queria ter lido as sete obras em Outubro, mas já estou muito feliz de ter conseguido ler cinco das sete escolhidas! Já sabia que quando acabassem minhas férias do trabalho meu tempo de leitura voltaria a ser restrito ao tempo em que estou no ônibus a caminho do trabalho ou da faculdade. Terminei O Cemitério há dois dias e ainda não comecei o próximo, afinal, já tem um tempo que estou lendo um livro atrás do outro, fora as leituras da faculdade, então preciso de um tempo para focar nas questões acadêmicas.

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12 comentários em “O Cemitério, de Stephen King – Desafio Halloween Literário 2015. 🎃👻

  1. Bah, pode assistir ao filme sossegada. É muito bem adaptado… Tem uma ou outra coisa diferente, mas a essência é a mesma. A única coisa mais discrepante é que no filme Jud é um Sr. viúvo já. Mas a amizade entre eles é algo realmente bela…

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  2. Nunca li o livro, porém o filme é muito bom, e para o gênero de terror, que geralmente envelhece muito mal na maioria dos casos e fica tosco, esse ainda se mantém com aquela tensão que colocaram na época. Vale a pena ouvir a música dos Ramones, “Pet Sematary”, inspirada no livro, que aliás, também toca no filme, bem como outra da banda. Parabéns pela resenha 🙂

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    1. Conheço a música! Imaginei que tocaria no filme mesmo, viu. E concordo plenamente que o gênero terror envelhece mal, mas ainda assim os meus favoritos são aqueles bem trash hahahha Obrigada!!

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Vamos conversar :D

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