Tarântula – Thierry Jonquet

Boa noite! 😀

Sabe quando você lê um livro e imediatamente quer assistir ao filme adaptado? Neste caso foi o contrário! Assisti ao filme A Pele Que Habito e achei excelente, e sempre que assisto a filmes que me deixam impressionada gosto de procurar resenhas e outras opiniões acerca dele; foi assim que descobri que o filme era baseado no livro Tarântula. Estava sem ler nada a um tempinho e foi essa leitura que me fez voltar a esse ritmo de leitura que estou agora.

Este livro é extraordinário! Não me atreverei a falar nada sobre ele pois as chances de sair um spoiler são grandes. Vou deixar aqui apenas a sinopse que está no site da Editora Record:

Um dos mais duros e talentosos autores franceses das últimas décadas, Thierry Jonquet se firmou no concorrido e exigente mercado europeu com  romances policiais e narrativas com grande pendor político. Em Tarântula — que inspirou o novo filme de Almodóvar, A pele em que habito —, ele visita a barbárie moderna para criar uma fábula perversa de horror sexual e sadismo.

Uma história com ares de Marquês de Sade e estética à la Bosch, onde o protagonista é um misto de Dr. Frankstein e Prometeu, o mítico herói grego que rouba a luz dos deuses para dá-la aos mortais. O resultado é um espetacular thriller, uma narrativa desumana, cínica e eticamente dúbia.

Richard Lafargue é um eminente cirurgião plástico assombrado por perversos segredos. Mantém uma sala de cirurgia no porão de seu castelo… e sua esposa Eve presa no quarto. Um cômodo equipado com um comunicador através do qual dita ordens. Eve somente é libertada para ser exibida em coquetéis. E no último domingo do mês, quando o casal visita uma jovem num asilo para doentes mentais. Após os passeios, Lafargue humilha Eve e a obriga a manter relações com estranhos enquanto observa.

Em capítulos alternados, Jonquet nos apresenta, ainda, diferentes personagens, aparentemente sem nenhuma conexão entre si. Um criminoso em fuga após matar um policial; um jovem acorrentado, nu, em uma câmara escura, forçado a sofrer todo tipo de tortura nas mãos de um misterioso estranho a quem chama de Mygale, nome de uma aranha tropical. Todas essas pessoas estão presas numa teia de intrigas, destinadas a encontrarem seu destino.

Jonquet move magistralmente as peças desse jogo, ampliando o suspense a cada novo capítulo, construindo em Tarântula um romance que captura e envolve como uma aranha à sua presa.

Gostaria de acrescentar uma ressalva: dizer que o livro é “Uma história com ares de Marquês de Sade e estética à la Bosch” é um exagero imensurável! É um livro que impressiona? Sim! Mas sem dúvidas as pinturas de Bosch me impressionam muito mais! Já cheguei a ter pesadelos com um ser que aparece nas pinturas. Então, por favor, peço que desconsiderem essa comparação, pois embora o livro fuja do comum, não da para compará-lo a Marquês de Sade ou dizer que possui uma “estética à la Bosch”.

Caso se sintam curiosos, aqui está o trailer:

Alguém já leu Tarântula ou assistiu A Pele Que Habito? Qual a opinião de vocês?

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8 comentários em “Tarântula – Thierry Jonquet

  1. Adicionado a lista (que, aliás, está muito grande, kkk) de futuras compras. Parece ser bem legal, gosto desse tipo de livro, com a narrativa mudando toda hora de ponto de vista, mas que no final tudo se encaixa perfeitamente. Acho genial.

    Curtido por 1 pessoa

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