Resenha: Battle Royale.

Battle Royale

Koushun Takami

Battle Royale

  • Tradução: Jefferson José Teixeira
  • Páginas: 664
  • Formato: 16cm x 23cm
  • Data de lançamento: 17/03/2014
  • ISBN: 9788525056122

Battle Royale (バトル・ロワイアル Batoru Rowaiaru) é um livro de Koushun Takami publicado no Japão em Abril de 1999, tornando-se um dos mais vendidos e controversos romances no país. O livro foi mais tarde adaptado ao cinema num filme igualmente popular e controverso (originando ainda uma continuação: Batoru Rowaiaru 2: Chinkonka / Battle Royale II) realizado por Kinji Fukasaku e estreado a 16 de dezembro de 2000. Foi ainda criada uma adaptação para mangá em 15 tomos. Em 2009 o diretor e roteirista Quentin Tarantino elegeu o filme como o melhor que viu desde o início de sua carreira de cineasta. No ano de 2014, Battle Royale ganhou uma versão brasileira publicada pela editora Globo Livros.O livro soma um total de mais de 1 milhão de cópias vendidas apenas no Japão

Fonte: Wikipedia

Já havia ouvido falar de Battle Royale pois meu namorado ama o mangá e sempre dizia que eu gostaria muito da história, mas como não gosto muito de mangás – os desenhos me confundem, é muita informação junta – nunca tive muito interesse em ler. Já ouvi falar inclusive que Jogos Vorazes é uma cópia light de Battle Royale, como não li Jogos Vorazes, não posso opinar quanto à isso. Eis que em uma compra no Submarino, vi que havia sido lançado o livro Battle Royale, e o melhor: com um preço ótimo! Resolvi comprar, mas confesso que sempre adiava a leitura. De todos os livros que comprei daquela vez, Battle Royale foi o último a ser lido.

De início estranhei um pouco a leitura, não estou acostumada a ler livros com nomes japoneses, se os personagens se chamassem João ou algo do tipo a memorização seria mais fácil. É algo idiota, eu sei, afinal são apenas nomes, mas neste caso são quarenta e dois nomes de uma vez!

O nome dos estudantes escolhidos.
O nome dos estudantes escolhidos.

A história é a seguinte: o governo tem um “programa” no qual é escolhida uma sala de aula com alunos na faixa etária de 15-16 anos, e a  classe inteira é jogada em uma ilha com apenas uma finalidade: matar uns aos outros até restar apenas um. Cada um recebe uma bolsa com um kit de sobrevivência, contendo água, pão, um kit de primeiros socorros e uma arma. O interessante das armas é que são completamente injustas, enquanto um recebe uma metralhadora, outro recebe um garfo de cozinha. É claro que se fosse apenas isso seria fácil todos se reunirem e combinarem de não matar ninguém, assim programa iria por água abaixo e todos sairiam vivos, e é justamente por isso que existem as regras:

  • Se passar 24 horas sem morrer alguém, a coleira que eles têm no pescoço explode e mata a classe inteira;
  • A ilha é dividida por quadrantes e todos os dias um quadrante vira proibido, eles são informados através do aviso do Sr. Sakamochi, que pode ser ouvido em toda a ilha (esse aviso vem acompanhado dos nomes dos alunos mortos), se algum aluno entrar em um quadrante proibido a sua coleira explode. Isso faz com que os alunos que vão restando fiquem cada vez um mais perto do outro, facilitando que se matem;

Obviamente, se alguém tentar tirar a coleira ela explode. Se tratando de um programa controlado pelo governo, é impossível não fazer exatamente o que é proposto. Na ilha inteira existem câmeras e em cada coleira há um microfone embutido, o que faz com que quem controla o programa saiba tudo o que está acontecendo.

Para muitos a premissa de Battle Royale parece sem sentido, mas eu, particularmente, amei a história. Tudo acontece muito rápido, o que faz com que você fique cada vez mais preso à história e queira saber o que vai acontecer. Mesmo se tratando de quarenta e dois personagens, Koushun Takami dá um jeito de que conheçamos um pouco de cada um, e é extremamente fácil gostar e torcer por eles. Tive o meu coração partido várias vezes, afinal as chances de um personagem que você gosta acabar morrendo são de quase 100% a cada página. Ao mesmo tempo que a história parece absurda, é extremamente real, afinal de contas que ser humano em uma situação desse tipo não ficaria com o emocional abalado? E um emocional abalado é tudo o que você precisa pra ser o assassino ou ser assassinado.

Super recomendo este livro, amei a escrita de Koushun Takami e embora o livro seja grande em momento algum a leitura é cansativa, sem dúvidas virou um dos meus favoritos (obrigada amor por insistir! hahaha <3). Só tem um porém: se você tem o estômago fraco, não leia! Todas as mortes são muito trashs e escritas de forma extremamente detalhada.

E se a minha resenha não foi o suficiente pra te convencer a ler esse livro, aqui vai uma razão de peso:

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Isso mesmo, o Stephen King recomenda! hahahha

Então é isso, caso leiam, me digam o que acharam! Até mais.

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13 comentários em “Resenha: Battle Royale.

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