Resenha: Eu, Christiane F.: A vida apesar de tudo.

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Christiane F. protagonizou um dos livros mais polêmicos, “Eu, Christiane F., 13 Anos Drogada e Prostituída”, escrito em 1978 , no qual passamos a conhecer a Christiane criança, viciada em drogas e membro de uma família disfuncional, se tornando assim vitima das circunstancias em que se encontrava. O livro foi escrito com a ajuda de dois jornalistas, e em 1981, adaptado ao cinema.

Trinta e cinco anos depois é lançado o livro “Eu, Christiane F., A Vida Apesar de Tudo”.  Escrito por Sonja Vukovic, o livro reúne memórias narradas por Christiane F., desde o primeiro livro até o momento atual, como descrito no começo no livro:

“Este livro se baseia em recordações. Trinta e cinco anos depois, algumas permanecem vivas, e outras se diluíram ou apresentam lacunas.

As memórias de Christiane F. envolvem pessoas e encontros. […]”

Quando vi este livro na livraria fiquei com muita curiosidade para lê-lo, afinal, queria muito saber como estava a criança do primeiro livro – que hoje é uma mulher-, que tipo de vida ela vinha levado até então, se havia se livrado do vício, enfim, como ela havia sobrevivido. Parece cruel pensar assim, mas quem leu o primeiro livro sabe que a quantidade de drogas que Christiane usava poderia tê-la matado há muito tempo.

A leitura deste livro é extremamente fácil, Sonja conseguiu transcrever as memórias de Christiane de forma leve, embora muitas passagens do livro sejam de teor triste e pesado. O fato de o livro ser recheado de fotos faz com que nos aproximemos mais de Christiane, sentindo até mesmo afeto e empatia por tudo que ela passou e pela pessoa que ela é. O que mais me fascinou foi conhecer a Christiane mãe, extremamente cuidadosa e afetiva com seu filho, nascido em 1996. Em dado momento, ela diz: “Ter um filho foi a única coisa boa que fiz na vida.” , e depois de ter lido os dois livros, me dou ao luxo de discordar. Ter contado a historia que viveu foi uma das coisas boas que fez na vida, pois assim o mundo passa a conhecer a realidade de um drogado pelo que ela é, sem o sensacionalismo da TV, mas também sem esconder nada.

Christiane em Kotbusser Tor e ao lado com seu filho.

A diferença deste livro para o primeiro é que conhecemos a parte mais humana de Christiane, e ao finalizar a leitura, me senti torcendo para que ela viva de forma digna, já que hoje, aos 51 anos, seu corpo está muito debilitado por conta do uso das drogas. Extremamente emocionante, vale a leitura de cada uma das 265 páginas.

Christiane F.

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4 comentários em “Resenha: Eu, Christiane F.: A vida apesar de tudo.

  1. Eu devia ter uns 13, 14 anos quando li esse livro. E também assisti ao filme. Era assustador pensar em como uma menina da minha idade podia ter feito tudo aquilo naquela época. Hoje parece que é comum… Triste né?

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  2. Pingback: Livros de Calla

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